JU_99 | Ai que sofrência! Entenda

Entenda por que a ‘Ju’ não plagiou Adele; por que a mineração é essencial à existência humana; por que o companheiro Ortega é um democrata essencial (páreo para a Angela Merkel); por que o camarada Xi Jinping é a luz do mundo; e por que Jão é essencial à sofrência cazuziana e também para um velho ex-caderno de ex-cultura (além de várias outras razões inerentes à nova e sofrente desordem mundial).

JU_96| E Montanha Doce pariu o metaverso

O Facebook, que agora se chama Meta, anuncia o melhoramento virtual do mundo. Vem aí o metaverso, a realidade do futuro. Com dispositivos de realidade virtual aumentada, o mundo se revelará mais limpo e bem iluminado. No metaverso, terráqueos poderão “jogar videogames, assistir a shows virtuais, ir às compras de artigos virtuais, colecionar arte virtual, topar com outros avatares virtuais e participar de reuniões de trabalho virtuais”, promete o eterno meninote Zuckerberg.

JU_95 | Chico & Caetano não se entregam não

“Superaremos cãibras, furúnculos, ínguas/ Com Naras, Bethânias e Elis”, diz o canto redentor de Meu coco, canção-tema do novo álbum de Caetano Veloso. “Eu não me entrego não”, ele declara numa entrevista, ao comentar a ordem totalizante de mídias sociais regidas por algoritmos definidos por anjos tronchos mi, bi e trilionários; Chico Buarque também não se entrega como artista não! É capaz de se renovar musicalmente e aprofundar sua literatura, como está claro em seu primeiro e excepcional livros e contos.

 JU_94| Matemáticas impuras

Meninos canadenses aprendem que a matemática tem viés “eurocêntrico” e “colonial”; a prefeita de Barcelona enfrenta a LGBTIfobia com um Centro de Novas Masculinidades; nos EUA, um conferencista chamado a palestrar no MIT é desconvidado por ter dito o que pensava sobre a seleção universitária ideal. Como o negacionismo da extrema direita, o irracionalismo “progressista” de cunho identitário e racialista vai longe no mundo — 25 anos depois de o artigo-bomba do físico Alan Sokal ter sido aceito de bom grado pela revista pós-moderna Social Text. Sokal denunciava em seu paper-paródia a deturpação da ciência e a relativização da verdade dos fatos, um pensamento tortuoso que saiu da academia para ganhar as massas na era das mídias sociais.