Uma pequena grande série

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Celeste (Nicole Kidman), Jane (Shailene Woodley) e Madeline (Reese Witherspoon) em Big Little Lies. Imagem da HBO

Os homens de Big Little Lies (HBO) oscilam entre a imbecilidade e a psicopatia. Já as crianças estão perfeitas. A minissérie é coisa de mulher. Mas o viés feminista não lhe tira a força, a graça e o frescor, ao contrário.


Rir para viver

Acho graça de quem vive a conclamar seus semelhantes à vida “leve”, essa pregação Peri-Ceci de psicologia pueril, tão ao gosto dos anúncios de bancos e jipes. Seus cometedores, carentes de qualquer sentido de humor ou ironia, lembram crianças tentando ensinar adultos a usar o peniquinho.


Um upper de Lorca

Leio Federico García Lorca sem pressa. Sou um leitor de poesia erradio. Meu pretexto agora para voltar ao poeta é saber que era um dos ídolos de Leonard Cohen. Está no artigo de David Remnick sobre Cohen na The New Yorker que comentei neste jornal e a Piauí deste mês traduz.


Réquiem para um mundo moribundo

Ninguém assistiu ao formidável enterro da minha última quimera. Minha última quimera foi tentar honrar um mundo que se partiu — e dá os suspiros finais. Com tal mundo morrem os livros e a literatura, o cinema e a música de certa extração. Morrem a arte como razão de viver e a ideia transcendente da beleza, herdeira da religião. Morre a imprensa e com a imprensa morre o papel de certo jornalismo na Democracia. Nasce a pós-verdade.