Capa do flit. O que é ideologia, opúsculo de madame Marilena Chaui, é a literatura mais deformante que pode haver. Algumas vítimas desse flit paralisante mental babam até a hora da morte, incapazes de procurar o conhecimento de forma autônoma e pensar por conta própria.

Os meninos o leem e, Shazan!, desvelam o mundo real encoberto pela aparência forjada na luta de classes. Salve o velho barbudo!, a burguesia fede!, começam a bradar.

Excitados pela sabedoria que se evidencia diante do espelho, sentem-se uns iniciados, distanciam-se da família e de todas as ilusões sobre o trabalho, o capital e a civilização.

Claro, acabaram de se tornar cordeirinhos tenros espetados pelo guru que observam à frente do quadro negro, ou melhor, do PowerPoint, como Prometeu a lhes soprar o fogo sagrado.

A vida se aplaina. A verdade é o devir, o poder para o povo, apesar de “tudo isto que está aí” (sic).  O desconhecimento da História? Irrelevante. A ignorância dos fatos discutidos por pensadores livres? Não vem mais ao caso essa armação da imprensa patronal e da indústria cultural imperialista.

A democracia é uma enganação, os partidos políticos, farinha do mesmo saco. Pronto. Secou o cimento da convicção dentro das cabecinhas.

Uma nova série de  idiotas se produziu e foi às ruas, aos bares e às redes sociais se confraternizar com seus camaradas.

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