Hoc est simplicisimun

Hoc est simplicisimun

Nada a dizer do que houver
na multitudinária adição
dos enredos menstruais
sociovirtuais

No convescote da roda
do ordenador
neca de nada é não

Aqui comigo, querido diário
cita de Sarlo, Beatriz
brava gente argentina

“À aceleração que domina a
 imprensa  audiovisual, a internet
impôs um ritmo de
esquecimento alucinante:
é  uma grande memória coletiva
que  padece de Alzheimer”.

E deito em ti tão bem
esta outra, da folha
do Café Kahua

Ritorno — Goiorgio Caproni

“Sono tornato lá
dove non ero mai stato
Nula, da come non fu, è mutato.
Sul tavolo (sull’incerato
a quadretti) ammezzato
ho ritrovato il bichiere
mai riempito. Tutto
è ancora rimasto quale
mai l’avevo lasciato.”

Espelho, espelho meu,
se na travessia lhe dão bananas,
o fim já não se importa,
o fim a si se fina

E pela estrada afora
me vou bem contente
levar doçura contra
o que em mim odeia

Querido diário
me explico aqui ao cabo
com Gabo e seu Buendia viejo
atado à castanheira

“— Hoc est simplicisimun —contestó él—: Porque stoy loco.”


Antônio Siúves: Moral das Horas, 20013, Manduruvá Edições Especiais.

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