Céu de Sevilha, não senhor

Céu de Sevilha, não senhor,
Em azul, volume, fulgor.
O céu aqui é prófugo;

Há muito não pode
Com a imaginação sem
Queda para tais odes:

— Olvidado pelo destemor
Do olhar no chão celeste
Do plasma do computador;

— Trilha trivial da aviação,
Um inútil à nova era,
Mera ilusão da atmosfera;

— Nem espelho de mar e rio
Ou remordida de sol e raio
Contra a cor do minério;

— Abóboda macerada,
Bolorenta ideia selenita,
Relicário de escaparate!

 

[18 / "21 Poemas" - antonio siuves - 2015/2016]

Mark Rothko, Light, Eart and Blue, 1954

Mark Rothko, Light, Eart and Blue, 1954

 

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