Scruton
O filósofo conservador e escritor britânico Roger Scruton era tipicamente tachado de fascista nos anos 1980, por enfrentar a esquerdofrenia acadêmica, um mal ainda crônico e prevalente. A virulenta reação de seus pares o obrigou, aliás, a abandonar o ensino universitário.

Em um livro que está saindo no Brasil pela Cia das Letras, O que é fascismo, George Orwell demonstra que a acusação “fascista” há muito é usada por todo tipo de embusteiro ideológico de esquerda, direita, lado, meio, diagonal, donde se queira. Na Piauí do mês passado há um trecho revelador do livro, que assinantes leem aqui.

O poder intelectual e A desenvoltura de Scruton como escritor o colocam hoje numa posição acima da manada das patotas clientelistas do pensamento mágico. É um intelectual cada dia mais respeitado e influente na Europa.

Já fez crítica de vinhos, escreve novelas, óperas, peças musicais, crítica literária e de arte. Considera-se um “homem de letras” na velha tradição e mantém uma fazenda autossustentável onde cultiva a terra e a boa vida.

A revista The New Criterion traz um artigo (Dialogues in Scrutopia, por Daniel J. Mahoney) que, a despeito de tratar de um livro recente, traça um perfil mais que adequado de Scruton.

 


 

Segue o primeiro parágrafo

“How does one begin to classify the prodigious activities of Roger Scruton? He publishes a couple of books a year, one as good as the next. He is a philosopher (in the classical as well as the academic sense of the term), a man of letters, an astute political thinker, and a student of high culture in all its diverse manifestations. He has written successful operas as well as fine novels. “Public intellectual” doesn’t begin to describe the breadth and depth of his activities and reflection. He is the opposite of the “specialists without spirit” lamented by Max Weber in his famous 1919 essay “Science as a Vocation.” The academy has trouble finding a place for someone who wishes to think and speak authoritatively about the human world and its relationship to the whole of things. It is not surprising then that Scruton left the academic world in 1993 (after twenty years at London’s Birkbeck College and a stint at Boston University) to become a full-time writer and “man of letters” (his preferred self-description). As this volume well attests, he did so with few regrets.”

Continue a leitura por aqui.


Na área de pesquisa do blog o leitor interessado encontrará outros registros sobre Scruton.

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