Meu país acorda cinza e dorme marrom.
O filme nacional passa no Circo Trágico:
Álacre coliseu povoado por carpideiras

Leva carnavais evangélicos. Nas sociais,
Sobreviventes rolam posts angelicais,
E galeras distribuem flores sem perfume.

É o gozar de coração. No país de meus pais
Vivem espécies híbridas — em vão, sociólogos
tentaram catalogá-las. Deslizam e voam

Em ternos e tailleurs imaculados. Às vezes,
Alguma escama ou coro atávico escapam
De nossas mãos hígidas lavadas à pedra.

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