Jurupoca #0


jurupoca
ju·ru·po·ca
sf
ZOOL
1 Peixe teleósteo, siluriforme (Hemisorubim platyrhynchus), de água doce, encontrado nos rios da Amazônia e do Sudeste brasileiro e no Paraguai, com boca com grande prognatismo, dorso esverdeado, ventre esbranquiçado e manchas negras nas laterais; boca-de-colher, jeripoca, jerupoca, jiripoca, jurupensém, mandiaçu.
2 V surubim-lima.
ETIMOLOGIA
tupi iurupóka.

Etimologia
“Jurupoca”, “jerupoca” e “jiripoca” são oriundos da junção dos termos tupis yu’ru (“boca”) e ‘poka (gerúndio de pog, “arrebentar”), significando, portanto, “boca arrebentando”. É uma referência à sua mandíbula projetada para frente (prognatismo)[1]. “Hemisorubim” vem do grego hemi, “meio”[2], significando, portanto, “meio surubim”, numa referência à sua semelhança com os surubins. “Platyrhynchos” vem da junção dos termos gregos platýs, êia, ý (“chato”)[3] e rhýgchos, eos-ous (“bico”)[4], ou seja, “bico chato”, numa referência, novamente, a sua mandíbula projetada para frente.  

Opa.

A Jurupoca vai piar, logo, começo por dizer algo original.

Isto é uma carta dentro de um e-mail, velhos meios reciclados diante do cansaço com a balada das redes sociais, a burrice da inteligência artificial (IA) e, por certo, a dureza da vida de jornalistas e escritores.

“Publicar por e-mail ganha quase um ar retrô”, escreveu em abril Maurício Meireles em reportagem na “Folha de S.Paulo” sobre a volta das newsletters literárias. A matéria mostrava que uma “série de autores estabelecidos” se queixavam da “supremacia dos algoritmos e a economia dos likes” das redes sociais. “Hoje a internet é permeada pelos likes, algoritmos e publicidade constantes. São pilhas de informação moldadas por algoritmos que criam uma ansiedade de consumo de informação. E a leitura não é para ser uma experiência assim. Há uma estrutura de informação que não privilegia o interesse dos usuários, mas das corporações e dos anunciantes”, ponderava Daniel Galera.

Daniel Pellizzari ampliava a opinião do xará: “Não tinha [quando ele começou a divulgar seu trabalho na rede] essa maquininha pavloviana de likes e comentários, toda essa parafernália meio detestável. [Fazer newsletter] não é pura nostalgia, mas lembra uma época em que a internet era um lugar cheio de possibilidades legais e não uma realidade de coisas horríveis”.

Então, a internet tem seus nostálgicos, ora vejam, minha amiga, meu amigo. Aonde vamos parar?

Além de newsletters, os escritores recorrem à autopublicação e ebooks; se viram como podem.

Aí vamos nós.


A ARTE DA VIAGEM

Redescobri meu próprio livro ao voltar a um manuscrito inédito. Xongas, pensei, este texto é uma declaração de amor e uma reflexão sobre certa maneira de viajar, não é um guia de viagens, como pretendia. Junte nele as últimas crônicas europeias, reescreva o que pedir para ser reescrito, revise tudo mais uma vez e terá “A Arte da Viagem – Como Transformar Turismo em Cultura”. Ah, não caia de novo na asneira de procurar editoras brasileiras! Recebi ainda o estímulo de Carlos Moreira, amigo jornalista velho de guerra: anda, faça um e-book, ele me disse, vá de Kindle Direct Publishing (KDP), mas retire o livro do gavetário nas nuvens!

Por falar no Kindle, minha mulher me presenteou com o aparelhinho, o novo Paperwhite, que até à prova d’água é, ao qual aderi e com o qual divido minhas leituras deste então. A edição caprichada de “A Arte da Viagem”, recheada de fotos, com revisão profissional aos cuidados de Beto Arreguy, sairá antes do final de julho. Um trechinho da introdução:

A viagem como extensão da vida cultural e certa maneira de praticá-la são temas deste livro. O prazer de viajar é sua razão de ser.

O objetivo é compartilhar com o leitor um estilo ou jeito de viajar, dentro da modalidade “turismo cultural”. Nada a ver, aqui, com o conceito acadêmico, ensinado em faculdades de turismo, e ainda menos com o institucional, das hashtags do Instagram e promoções de agências públicas e privadas.

Viajar é — ou deveria ser — coisa tão pessoal quanto o gosto por livros, filmes, quadros e comida, bem como sua motivação e sentido, numa época de excursões breves e facilitadas.

Se a experiência humana pode ser tão rica quanto almejamos, com a viagem não é diferente. A mera diversão pode transformar-se em caminho espiritual e razão de viver.

A verdadeira viagem, em busca de beleza, diversidade e conhecimento, desvela mundos, educa, inspira e torna o viajante mais apto para compreender o próprio quintal interior.

O contato com uma civilização mais avançada ou diversa da nossa tem o dom de quebrar preconceitos e abrir cabeças.

Vida e trabalho podem se tornar mais prazerosos com as experiências que acumulamos, além das “milhas” de viagem. É disso que este livro vai tratar.

Como dizem Ruy Castro e Heloisa Seixas em “Terramarear – Peripécias de Dois Turistas Culturais” (Companhia das Letras, 2011), “turismo também é cultura, como se sabe. Mas mais divertido é quando a cultura se transforma em turismo.”

A frase invertida tem o mesmo teor. Transformado em cultura, o turismo se torna uma prática mais rica e divertida. Turismo também é cultura, ou seja, não necessariamente.

Há quem viaje em férias exclusivamente para caçar e pescar, cavalgar e mergulhar, correr e surfar, comprar e vender, comer e beber, fotografar passarinhos ou o que queira na vida. Tudo isso é ótimo e bacana. Mas é preciso bem mais que a boa vontade de antropólogos culturais pós-modernos para classificar tais atividades estritamente como “culturais”.

O turismo de massa, às vezes restrito ao limite de quarteirões, bairros e algumas atrações vistas em uma única tarde, é antípoda da arte da viagem. Milhões de pessoas da classe média planetária obtiveram meios para viajar nas últimas décadas. Estima-se o número de turistas chineses em 156 milhões, em 2018, contra 10,5 milhões em 2000. Globalmente, o turismo internacional, que em 1960 era de menos de 70 milhões, chega a 1,4 bilhão de pessoas no final da segunda década do século 21. Facilitado por companhias aéreas de baixo custo e locações de sites como Airbnb — a companhia criada e sediada em São Francisco, nos Estados Unidos, avaliada pela Forbes em 38 bilhões de dólares —, a atividade turística em larga escala enfrenta a rejeição popular e campanhas virulentas de ativistas em cidades como Barcelona (com uma população de 1,6 milhão de pessoas, recebe 30 milhões de visitantes anualmente) e Veneza (500 mil habitantes e 20 milhões de turistas).

Barulho, arruaça, desrespeito à cultura, inflação no preço dos aluguéis, gentrificação — a descaracterização de áreas populares e da genuína vida local pela reconfiguração de imóveis para receber mais turistas e lhes oferecer cafés, restaurantes e outros serviços em padrão globalizado, distantes da tradição de cada povo — são algumas das acusações levantadas contra o turismo massivo.  

Este livro tentará mostrar que a fuga do lugar-comum, a busca pelo genuíno e a aproximação respeitosa da vida local são fundamentos da arte de viajar, que demanda preparo e maturação — e tenderá a ser bem-vinda onde a praticarem.


FRACASSAR MELHOR

A citação mais conhecida do escritor irlandês Samuel Beckett — “Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.” (Tente. Fracasse. Não importa. Tente de novo. Fracasse melhor.) extraída do “Worstward Ho, uma de suas últimas obras — é bastante inspiradora e uma epígrafe na medida para a vida do futricado eleitor brasileiro.

Somos todos iguais nesta noite sob o mantão da imbecilidade. Um país amazônico e diabólico, que sequer conseguiu prover serviço de esgoto para mais do que a metade de sua população, perde tempo e a energia de Itaipus em tuítes e fofocário político imprestável.

Em “As Viagens de Gulliver”, Jonathan Swift narra, com grande clarividência para um leitor brasileiro, o grande cisma de Lilipute, que causou milhares de mortos naquele império de homúnculos (os seres medem 15 cm de altura), entre Extremidade-Grandinos e Extremidade-Pequeninos, em torno da forma ideal de quebrar o ovo para comê-lo, se pelo lado maior, conforme a tradição, ou pelo menor, segundo a heresia revolucionária — algo assim como “marxismo cultural”. Penso que o atual ministro das Relações Exteriores defende com verve e erudição a ideologia da Extremidade Maior, contra os radicais corporativistas, que morrerão pela Extremidade Menor do ovo, em nome da verdade, do povo e dos próprios cargos régios.

DEMOCRACIA ASSOPRADA

Na Europa também assopram contra a chama da democracia e, do jeito que vai a coisa, acabarão por conseguir apagá-la.Na nave do novo nacional populismo vai na proa Matteo Salvini, um imbecil idolatrado por multidões. O filósofo italiano Umberto Galimberti lembra que a Itália está em último lugar na Europa na compreensão de um texto escrito. A ignorância predomina entre jovens acorrentados às redes sociais. Hormônios de mais, paciência de menos e incultura geral fertilizam o campo da revolta dos “tifosi” das trevas.

TEU NOME É PETRA

Atualizo esta carta depois de assistir na Netflix, ainda na manhã desta quarta-feira (19/06), a “Democracia em Vertigem”, documentário de Petra Costa. A cineasta  é neta de fundadores da construtora Andrade Gutierrez e filha de militante políticos; seu nome, Petra, homenageia Pedro Pomar, líder do PCdoB assassinado por militares, em 1976. A conjunção autobiográfica define o filme e sua narrativa. O dilema pessoal da diretora, de uma eleitora com a idade aproximada do nosso último período democrático, conduz a retrospectiva dos últimos anos — as manifestações de 2013, a Operação Lava-Jato, o impeachment de Dilma Rousseff, a prisão de Lula e a eleição de Jair Messias Bolsonaro. “Grande parte da minha família votou em Bolsonaro, enquanto, segundo a cosmologia de Bolsonaro, meus pais deveriam ter sido assassinados”, diz Petra, como resumo da ópera, já no final do filme. Vemos cenas da infância da diretora, imagens de bastidores cedidas pelo fotógrafo Ricardo Stuckert (o “Velásquez do poder petista”, segundo Mario Sérgio Conti), entrevistas com os protagonistas da tragicomédia brasileira, com a própria mãe (que amargou o mesmo calabouço de Dilma, alguns anos antes e por menos tempo) e imagens dos eventos marcantes dos últimos oito anos, incluindo o picadeiro do Grande Círculo Tétrico da votação do impeachment, no domingo de 17 de abril de 2016. Revemos nosso atual presidente dedicar seu voto à “memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, e mais uma vez sentimos vontade de vomitar. Mesmo sem se aprofundar no desastre do governo Dilma na economia e seus reflexos para os mais pobres, e se apegar forte e inocentemente à simplificação da conspiração das elites para iluminar os abalos sofridos pelo sistema e a descrença cívica, “Democracia em Vertigem” é um documentário sensível, inteligente, honesto, por vezes comovente. É cinema de primeiríssima ordem. Diretores simpáticos à direta e à esquerda, incluindo suas obras de ficção, inspirados no tema, nem de longe realizaram algo da mesma estatura.

A PRIMEIRA ESTRELA

José Ovejero descreve no “El País” sua visita ao túmulo de Primo Levi (1919-1987) no cemitério de Turim, depois de muita andança para localizar a lápide, que é sóbria e humilde, conforme diz. Não apareceram outros visitantes durante o tempo em que esteve lá nem havia uma pedra sobre a sepultura, segundo o costume judaico de honrar a memória dos mortos, neste centenário do autor de “A Tabela Periódica”. “A lápide não informa que jaz ali um partisan antifascista nem um químico nem um imenso escritor, ainda que tenha sido todas essas coisas. E só o número 174.517 recorda sua passagem por Auschwitz”, diz o texto de Ovejero. Li há muito “É Isto um Homem?” e, depois de décadas de espera em minha estante, retomo “A Trégua”. São livros, me parecem, obrigatórios à nossa pretensa humanidade. Mas não. Na própria Alemanha estão agora a ulular lunáticos neonazistas.

A revista Piauí de junho publica alguns dos poemas de Levi do livro “Mil Sóis”, traduzidos por Maurício Santana Dias, a ser lançado em julho pelaTodavia. “Così passo il giorno, e fu sera,/ Ma quando fiori in cielo la prima stella…” (Assim passou o dia, e foi noite,/ Mas quando no céu floriu a primeira estrela…) são dois versos do poema “Eram cem” que me bateram na quina.

FESTA LITERÁRIA

Também neste e no próximo mês saem novas traduções de “Apanhador nos Campos de Centeio” (Todavia), de J. D. Salinger, “O Jogo de Amarelinha” (Cia das Letras), de Júlio Cortázar, e “No Coração das Traves”, de Joseph Conrad (Ubu). Três motivos de festa. Três brindes justos.

A GENIALIDADE DO GORDO

Devora-se o segundo e último volume do “Livro de Jô: Uma Autobiografia Desautorizada” (Cia das Letras), escrito por Jô Soares e Matinas Suzuki Jr., como o primeiro: de um fôlego só. Os calhamaços podem ser lidos como imensos esquetes, pois rimos sem parar a cada página. Os autores entretecem a iluminada trajetória artística e pessoal de Jô com episódios do teatro, cinema e TV — a própria história desses meios — com grande fluidez e excelente apreensão dos fatos. O gordo promove um festival autocongratulatório e celebrante de amigos e ídolos (você sabia que ele foi ministro da eucaristia e oficiou a comunhão ao lado de Don Hélder Câmara? Eu não). Não há controversas, dilemas, angústias, brigas. É tudo de bom. Claro, não vamos encontrar nada disso em uma autobiografia, por mais “desautorizada” que seja. Mas Jô, ele e Chico Anysio, são ícones imensos. Honram cada letra do malbaratado substantivo Gênio.


PARA ADULTOS

“Chernobyl”, da HBO, é o melhor da TV em 2019, uma respiro de programa adulto na sufocante atmosfera púbere poluída de vampiros, zumbis, dragões e mil comediotas. Dracarys neles. A série retrata quase à perfeição a desgraça humana que o estado totalitário sempre poderá perpetrar em nome do “povo”. É de gelar o sangue. Os roteiros (tornados públicos) são baseados em “Vozes de Tchernóbil”, da Nobel Svetlana Aleksiévitch, publicada no Brasil pela Cia das Letras.

“Band of Brothers” (2001), também da HBO, novamente disponível na NET, é outra atração para gente grande. Revê-la hoje nos liberta temporariamente da prisão do presente eterno na qual nos meteram o Silicon Valley e seu deus Big Data. O mundo não começou ontem, nos recorda a série, produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg, sobre a saga da brigada Easy Company, parte da 101ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos, na Segunda Guerra Mundial. Também faz gelar o sangue, e quase literalmente, os dois episódios que retratam as batalhas no terrível inverno das Ardenas, na Bélgica.
 
HINTERLAND


Com “Wallander” já excluído do acervo, “Hinterland” é o que de melhor a Netflix tem para oferecer aos amantes do suspense policial. Acabo de rever as três curtas temporadas pela terceira vez. Me alegra que esta série, incrivelmente desprezada ou despercebida pelos críticos e divulgadores, seja a campeã de audiência do blog. Para alguma coisa a postagem, inteiramente grátis, serviu, leitora e leitor amigo. Faltou falar ali da música incidental de altíssimas qualidade, constituída por sutis ruídos eletrônicos e notas de piano que dosam ou ampliam o pathos da narrativa.



DYLAN INTEIRO

“Let me forget about today until tomorrow” (Deixe-me esquecer o hoje até amanhã), suplica Dylan em “Mr. Tambourine Man”, num dos bons momentos de “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story”, que estrou no último dia 12 na Netflix. Martin Scorsese recria a turnê meio mambembe do artista em 1975, em caravana formada também por Joan Baez, Joni Mitchell,Roger McGuinn e o poeta Allen Ginsberg, com apresentações em pequenas casas e, às vezes, para públicos inusitados, incluindo um asilo de idosos e uma reserva indígena. Ótima pedida. Besteira contestar o Nobel de Literatura de Dylan, pensei, ao terminar de assistir ao documentário, há bastante poesia em sua obra, contando que deem o laurel também a Chico Buarque, atual Prêmio Camões, com mais merecimento. Por falar em Chico, 75 anos completos em 19/06, mais 17 de seus álbuns chegam nesta sexta-feira (21/06) ao streaming, incluindo os belíssimos “Francisco” (1987), “Chico Buarque” (1989), “ParaTodos” (1993), “Chico Buarque de Mangueira” (1997) e “Chico Buarque ao Vivo – Paris, Le Zenith”, de 1990.
 

A CONVERSA

A conversa civilizada é uma antiguidade na era do WhatsApp. Ler e ouvir com atenção são velharias. David Lynch, creio que foi ele, disse que nossa janela para o mundo vai se fechando enquanto envelhecemos. Deve ser assim, pois está uma falta de graça danada por aí, um tédio só num mundo esvaziado de inteligência, ideias e grande criação. Mas, bem sei, sou um desafinado, e nunca importou que os desafinados também têm coração, hahaha. 

BEM-VINDO

Obrigado por assinar minha Jurupoca. Se puder, me fale sobre suas impressões, aponte erros ou esculhambe, participe, respondendo a este e-mail. Até a próxima.

JURUPOCA, O AUTOR
E COMO CONTRIBUIR

Jurupoca é uma publicação semanal dedicada às ideias, à crítica cultural e à seleção de conteúdos relevantes numa época de quase extinção do jornalismo cultural, ao menos o que se entendia por esse subgênero, antes de as redes sociais remodelarem a vida. Considere contribuir com a publicação, por meio de uma doação regular — de quanto e quando puder. Para isso, clique aqui, ou copie e cole a URL https://pag.ae/7VCz1usG6. Você será direcionado a uma conta UOL/PagSeguro. Antônio Siúves, seu autor, é jornalista há 34 anos. Escreveu Moral das horas, 21 poemas e Turismo cultural e literário na Europa.




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