Jurupoca #20

 Belo Horizonte, 3 de Abril, 2020 — Carta nº 20

Na imagem do telescópio de luz infravermelho Spitzer, da NASA, a galáxia espiral denominada NGC 1097, a uma distância de 50 milhões de anos-luz da terra, na constelação Fornax (fornalha), do hemisfério celestial sul. O olho magnífico ao centro é um buraco negro, tal cemitério do absurdo. 


E para ti, ó Morte

E para ti, ó Morte, vá a nossa alma e a nossa crença, a nossa esperança e a nossa saudação!
 
Senhora das Últimas Coisas, Nome Carnal do Mistério e do Abismo — alenta e consola quem te busca, sem te ousar procurar!
 
Senhora da Consolação, Lago ao luar dormindo entre rochedos, longe da lama e da poluição da Vida!
 
Virgem-Mãe do Mundo absurdo, forma do Caos incompreendido, alastra e estende o teu reino sobre todas as coisas — sobre as flores que pressentem que murcham, sobre as feras que estremecem de velhas, sobre as almas que nasceram para te amar entre o erro e a ilusão da vida!
 
A vida, espiral do Nada, infinitamente ansiosa por o que não pode haver.

Do Livro do Desassossego, de Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa).  


Ao buscar por algo de Mark Rothko no Google Art & Culture, onde a saudade de viajar e ver pinturas tem me levado amiúde estes dias, visitei este Tableau Vert, de Ellsworth Kelly (1952, Instituto de Arte de Chicago). Os verdes pulsam na tela e embaralham nossas sensações nestes campos de cor, a cujo cultivo também se dedicaram Rothko e Barnett Newman, por sinal. 



Esta é a série mais séria e o melhor entretenimento que alcancei recentemente. É propriamente uma minissérie em quatro capítulos, lançada pela Netflix no final de março. A diretora alemã Maria Schrader adaptou a autobiografia de Deborah Feldman, Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots [Não ortodoxa: a rejeição escandalosa de minhas raízes hassídicas, de 2012]. Nada ortodoxa, título no Brasil, é ruim à beça. Traduz mal a personagem e sua história. Uma moça de 19 anos, Esther “Esty” Shapiro (a extraordinária Shira Haas, na foto), casada e grávida, foge de uma família de judeus ultra-ortodoxos e de sua bolha comunitária de Williamsburg, um distrito de Nova York. Se manda pra Berlim com o dinheirinho que obtém suas joias. Os adeptos dessa corrente hassídica procuram viver como se houvessem se materializado  de uma página da bíblia hebraica ou do Talmude, o corpo das tradições e leis rabínicas. O valor da mulher é o da reprodutora, e a autonomia masculina não ultrapassa a letra da Torá.  A viagem de Esty é menos espacial que temporal. Da idade média ou ainda antes, da época de Moisés, para o mundo cosmopolita da Berlim atual, onde ela aprende a viver no século 21 e reencontra a paixão pela música. Um drama identitário instrutivo, chocante e divertido, dirigido com a mão madura, sensível e contida da Schrader.


 


Charge do jornal alemão Stuttgarter Zeitung reproduzida pela coluna Toda Mídia, da Folha (30/03).  “É tudo histeria e conspiração!!!”, diz a frase. Coronavírus e Morte aplaudem o presidente brasileiro. 


Opa! Vamos apear?

Este missivista é uma besta. Abordar a discussão moral e ética sobre a pandemia é algo mais ambíguo do que minhas mal batucadas linhas sugeriram na última Ju Extra.

Um dileto leitor desta carta, ademais alguém que contribui com sua manutenção, me chamou às falas. Barateaste John Stuart Mill (1806-1873), ele apontou.

[Além da ética, o filósofo britânico JSM se dedicou à economia, com textos clássicos ainda referenciais, e defendeu ardentemente a autonomia individual em Sobre a liberdade (On Liberty).]

É verdade que Mills  — ensina o professor Michael Sandel em seu curso Justice, de que falei aqui — refinou o utilitarismo, herdado do pai, James Mill, e de Jeremy Bentham.

Essa doutrina tem a ver com o custo e benefício de possíveis ações que possam gerar prazer ou dor, alegria ou tristeza — individual ou coletivamente.

 “A necessidade de muitos supera as necessidades de poucos ou de um”, afirma o Sr. Spock em Jornada nas EstrelasA iria de Khan, antes de capotar. No filme, o oficial de ciências da Enterprise morre para salvar o capitão James T. Kirk e a tripulação da nave.

A fala de Spock é o utilitarismo em poucas palavras, propõe na Newsweek o escritor Charlie Kirk (nenhum parentesco, hehehe).

As extremas decisões de um governo com a covid19 não podem se pautar num tudo ou nada — destruir a economia e salvar vidas ou salvar a economia e ponderar a perda de vidas que essa escolha acarretará.

“[…] Eu me pergunto”, escreve Kirk, “se Mills aceitaria essa premissa de saída [tudo ou nada]. Provavelmente ele nos diria que o cálculo ético é um pouco mais complexo do que isso.” 

Penso que minha leitora e meu leitor quererão se aprofundar no tema, e me sinto obrigado a deixar uma sugestão de leitura mais profunda.

Um debate essencial de filosofia moral não pode ser travado no campinho de peladas do isso versus aquilo.

Sugiro um consulta a este número da Pratical Ethics, publicação online da Universidade de Oxford.

É um bom começo de conversa. Ali se discute com clareza justamente uma visão plural, não apenas do utilitarismo, sobre o alcance de possíveis justificações para a privação da liberdade nas quarentenas.

A leitura pede algum esforço, mas é agradável e mais que oportuna. Me ajudou a pensar melhor. A cogitar que as decisões de governo sobre nossa vida e liberdade precisam ser avaliadas quanto à legalidade e ter a aplicação vigiada.

Por que vigiada? Do alto dos seus 94 anos, com invejável lucidez, o sociólogo Alain Touraine teme que o choque econômico decorrente da crise sanitária gere reações fascistas.

Governos mais ou menos autocráticos ou iliberais, com poderes ampliados na emergência, tomam decisões que extrapolam a epidemia, sem muitas garantias que mais tarde possam recuar.

Veja-se este Victor Orbán, já assenhoreado ditador húngaro, com poderes para mandar prender quem desrespeitar a quarentena ou divulgar informações contrárias ao governo. O tiranete é o caso mais notório neste momento, a desafiar a União Europeia.

O boletim de Oxford, eu dizia, também sugere que devemos considerar a proporcionalidade das decisões e perguntas como “qual medida alcança o equilíbrio ideal entre a restrição [da liberdade] e a eficácia”.

Digo a você, para não ficar apenas numa abstração, que o dilema enfrentado por Jonathan Pugh, o professor de ética aplicada de Oxford, autor desse página, leva a conclusões favoráveis às recomendações da OMS.

However…

O Pugh não economiza o uso desse advérbio inglês. Graças a deus!

Mas, porém, no entanto, contudo, não obstante, todavia fazem um bem danado à nossa saúde mental nesses tempos sombreados pela fanatismo.

Perceber as implicações de um argumento próprio ou alheio, e escutar com atenção quem nos contradiga é um exercício essencial à civilidade. Fácil não é, de jeito maneira. Eu é que sei. Derrapo amiúde no princípio que advogo.

Como leitor, não obstante, aprendi, não é de hoje, a tirar bom proveito de autores e teorias divergentes em política, economia, sociologia, crítica de arte ou ciência.

Mas quem de nós pode serenamente indagar, como fez (e faz em sua obra) o grande historiador britânico Tony Judt (1948-2010):

“Quando os fatos mudam, eu mudo — e o senhor, o que faz?”
 

Viver não é nada fácil; nunca foi. “Viver parece-me um erro metafísico da matéria, um descuido da inação”, diz uma passagem do Livro do Desassossego.

Sem empatia e compaixão é o inferno. A psicanalista Miriam Chnaiderman lembra nesta entrevista que uma situação como a que enfrentamos mostra o melhor e o pior de cada um de nós.

Ela cita Max Scheller (1874-1928). Para esse filósofo alemão, a 

 “empatia é um ato mediante o qual se realizam a percepção e a compreensão do estado de alma de um outro. Por essa razão, condiciona todas as formas de compaixão. Para se ter compaixão de alguém, é necessário conhecer antes o sofrimento do outro”.

Isso leva a Chnaiderman, nessa entrevista à Cláudia Colluci, a distinguir um traço essencial no comportamento de quem? ¡¡¡¡¡¡Bolsonargh!!!!!!, ora bolas.

Perguntada se falta empatia ao presidente, ela diz: 

“Falta total. É uma coisa absolutamente autorreferente, que quer o poder a todo custo, que pensa só na reeleição. […] Tem muita gente falando numa ruptura no jeito de governar, de conduzir a vida. Se você não tem o que a gente chama de empatia, se não é tocado por um mundo que não é o seu, é terrível.
 
É a não compaixão. Quem elogia a tortura, quem admira torturador, não se coloca no lugar do outro. As pessoas morrem de medo de se colocar no lugar do outro porque se sentem frágeis, se sentem […] degringolar, […] sem nada.”
 

Yat-lô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô… Ghi — …


A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, a quem muito admiro (não perco suas colunas na Folha) admitiu que estava errada por ter comparado a covid19 à gripe.

Ela se explicou, calculou, analisou nosso sistema de saúde e o tamanho do problema no país, para dizer,

“Num mundo em que é mais comum chefes de estado enviarem suas preces do que tomarem ações bem informadas, minha alma de cientista se sentiu vingada […] pelo subtítulo de uma coluna no New York Times sobre o coronavírus e o que acontece quando se ignora a ciência: “Cientistas são tudo o que nos restou. Rezem por eles”, dizia a linha-fina acima da imagem mandatória de um cientista de jaleco, pipeta e tubos coloridos em mãos. “Oremos agora pela ciência, pelo empiricismo, por vacinas, por estudos revisados por pares, estudos duplo-cego (…), razão, rigor e expertise”, escreveu o autor, o colunista Farhad Manjoo. 

Helahoho! helahoho!

Temos ainda mais pra ler e ver nestes dias. Além de livros, leio não sei quantos jornais diariamente pela internet, por dever de ofício, e pra assinalar aqui a ti o que me parece mais relevante.

Entre os jornais do país, a Folha anda passos à frente dos concorrentes. Tem maior diversidade e uma redação mais apta a realizar o esforço que a cobertura da pandemia requer. Isso não quer dizer que beire à perfeição.

Na TV, me alegra ver o bom trabalho do Jornal Nacional reconhecido por fontes insuspeitas. Até na Folha, um jornal que em regra esnoba a Rede Globo, a jogar charme para seu leitorado de esquerda.  

 O Stycer, bom colunista de TV do jornal, escreveu, ainda que num pé de texto e cercado de cuidados, mas vá lá, escreveu que 

“Não queria deixar sem registro que nesta semana o jornalismo de TV mostrou, mais uma vez, a importância que pode ter, quando quer, no combate à desinformação. Merece elogios a longa (80 minutos) edição de quarta-feira do Jornal Nacional, da Globo, demonstrando, com fatos, os erros em quase todas as frases do pronunciamento feito pelo presidente Jair Bolsonaro um dia antes.” 

O Mathias Alencastro, analista internacional, fez algo parecido, e, veja você, também o Juca Kfouri, comentarista esportivo que joga nas 11 na política, sempre com a camisa 10, como um guarda-metas da esquerda, se você me entende.

Dias antes dessas publicações, e logo depois de ter assistido ao JN no dia seguinte ao primeiro pronunciamento de Sua Excrescência em cadeia de rádio e TV, enviei este WhatsApp a certos amigos: 

Senhores: caso tenham dúvidas sobre a pandemia da covid19 e se confundam com o que recebem via WhatsApp e redes sociais, aqui vai uma sugestão de um jornalista com 34 anos de experiência: Assistam ao Jornal Nacional. Basta isso. Vão se atualizar com total confiabilidade. E muita calma nessa hora! Abraços.

 Escrevi, já se vão quatro anos, que o principal telejornal do país admitira erros históricos e tentava se refazer.

O texto saiu no blogue em dias que malhar o JN ainda era um esporte quase exclusivo da esquerda.

Hoje, quem diria, Lula e ¡¡¡¡¡¡Bolsonargh!!!!!! frequentam o mesmo clube. O jornalismo profissional e crítico sempre foi e será uma espinha na goela de ambos, como de todos os populistas e autocratas, vejam Cháves e seu pupilo. 

Pois, dizia eu, era maio de 2016, “a Globo é o padrão de antijornalismo ou golpismo favorito da militância de esquerda. A plim-plim ainda é a nêmesis mitológica das causas sociais progressistas”.

Helahoho! helahoho!

E a coisa se repete, de sinal trocado, com ¡¡¡¡¡¡Bolsonargh!!!!!!. Como lembra o próprio Juca Kfouri no artigo citado: 

“Porque em outubro de 2019 [antes da Folha] foi a Rede Globo que entrou em sua mira, ao acusá-la em pronunciamento feito na Arábia Saudita, com a educação que o caracteriza: “Vocês, TV Globo, o tempo inteiro infernizam a minha vida, porra!” 

“Mas a mamata não havia acabado? A Globo não é um zoológico dos tais “animais em extinção”? Como sobrevive, como incomoda tanto?”

Boa. O infeliz presidente também se elegeu por ter encontrado nas redes sociais uma espécie de faroeste, terra sem lei onde ele podia sacar mais rápido que seus rivais. Cada tiro no Facebook matava impunemente dez bandidos de uma vez, além de vários comunistas, todo o Foro de Sampa etc. 

Se animou tanto, seguindo cada passo de Donald Trump, que de fato apostou na extinção da mídia independente. Falou em nos colocar a todos, jornalistas, aos cuidados do Ibama.

E agora, quando Twitter, Facebook e Instagram começaram a apagar suas publicações, por entenderem que causam desinformação e danos a pessoas, como é que fica?

Ora, vá reclamar com o Zuckerberg!

Yat-lô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô… Ghi — … 

“April is the cruellest month, breeding
Lilacs out of the dead land, mixing
Memory and desire, stirring
Dull roots with spring rain.
Winter kept us warm, covering
Earth in forgetful snow, feeding
A little life with dried tubers.”
 
“Abril é o mais cruel dos meses, germinando
Lilases na terra morta, misturando
Memória e desejo, avivando
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava da vida.”

Os afamados versos de abertura de A terra desolada, o longo e célebre e erudito e árduo poema de T.S. Eliot, em tradução de Ivan Junqueira (ARX, 2004).

Impossível não o lembrar todo santo abril.

Houve uma época, quando a literatura e a arte de fato importavam, que essa obra de Eliot era muito citada.

Neste abril de 2020 minha lembrança tem um apelo novo.

Os tempos lentos e a gravidade tornaram-se insuportáveis no turbilhão da revolução tecnológica. As timelines e o entretenimento rebaixado passaram a ditar os novos modos de ser e viver e, claro, também as novas neuras da humanidade.  

A esperança, mais que nunca, se reduziu ao consumo adiado, ao que acumulamos para desfrutar e compartir no gozo virtual.

Mas eis que vivemos uma pausa forçada de silêncio e solidão. Com tudo mais quieto, pode ser que, por necessidade, alguém volte a pensar a vida em outros termos, e vá buscar seus livros e discos no porão.

E quem sabe a arte volte a refletir o mundo, em vez de apenas os egos dos artistas e suas obsessões.

Será?

Yat-lô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô… Ghi — …

Além disso, tuta e meia. Nonada. 


VOCABULÁRIO DA COVID. Sérgio Rodrigues fez um bom glossário da pandemia.

A PROPÓSITO DE NADA. Parece que o JP Coutinho amou o livro de Wood Allen.

VERGONHA. As patrulhas virtuais submetem suas vítimas a “online shaming”, aprendo.

ALMODÓVAR EM CASA. O diretor espanhol narra sua rotina de confinado em Madri. O texto (em espanhol) é fluído e cheio de referências cinematográficas. [Grazie pelo link ao meu querido sobrinho H.]

O FINO DE NOEL. O batuta João Máximo selecionou 25 faixas dos 14 CDs produzido por Omar Jubran.

BELLO DE CARVALHO, 85. Pedro Paulo Malta, do site Discografia Brasileira, conversa com o produtor e compositor no aniversário dele e lhe faz uma homenagem.

APESAR DE VOCÊ, 50. O samba de Chico Buarque aniversaria e volta a ser cantado entre um panelaço e outro. Luiz Fernando Viana conta essa história.

LISTAS DO TRUEBA. O produtor e diretor de cinema espanhol Fernando Trueba tem feitos sugestões preciosas em suas playlists no El País. A série Música para estos días reúne o fino do jazz, da MPB e do pop-rock mundial. A lista desta sexta (3) traz Leonard Cohen. 


DYLAN. O velho menestrel mostra sua força na nova Murder Most Foul [título emprestado de Shakespeare, do Hamlet; “assassinato infame”, na tradução da peça por Millôr Fernandes]. É menos uma canção que um poema musicado de 17 minutos e 1376 palavras. Fala da morte de JFK, da cultura dos anos 1960 e da música que precisamos ouvir.


CHAO POR AÍ. Há tempos ele vive longe de gravadoras e da mídia, como um artista mambembe, a se apresentar em bares e circos, às vezes disfarçado. Agora em quarentena em Barcelona, Manu Chao apresenta novas músicas nas redes sociais com o nome de “Coronarictus Smily Killer Sessions”. [Gracias ao Fontán pelo enlace.]

JURUPOCA, O AUTOR
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