JU_91 | Confissões

Opa! Vamos apear? Ora, vamos! 

Muito boas tardes! Pau, pedra, fim do caminho.

A foto do alto e o detalhe abaixo recortam o sopé da elevação entre as praias de Camburi e da Baleia, neste costado de São Sebastião, São Paulo.

Encontrei ali uma espécie de grota a delimitar minhas caminhadas.

O mar salgado banhava o lugar, e a sensação agradável lembrava a radiação uterina de fundo.

A natureza, seja qual for o ambiente, segue a própria ordem, alheia aos homens e à História. Eis uma razão para nosso fascínio pelo elemento natural, à falta de outras.

*

Praia de São Paulo tem vendedores de amendoim gourmet e ambulantes treinados em ONGs.

São Paulo, como se sabe, é no país onde o capitalismo mais roça o paraíso, para quem deste sistema (modo de produção, dizíamos) concorre, ou o inferno, para quem vai mal das pernas e dos cobres.

Onde o capitalismo é funcional, fala-se fluentemente a língua da inovação tecnológica.

Daí que o solucionismo (expressão cunhada pelo bielorrusso Evgeny Morozov) do Vale do Silício cale fundo nas ruas e na paisagem urbana de Sampa (Sumpa para Didi Mocó).

Há muita oferta de serviços novos; o bom e o melhor insonhados rebrilham nos helipontos dos arranha-céus.

*

Desconfio até que os passarinhos deixam-se contagiar pela euforia dos negócios que trisca o ar, por isso cantam mais, dia e noite, e que as flores se aperfeiçoem, de modo a se tornarem ainda mais belas e duradouras, graças à reengenharia da vida na ponta dos apps.

*

Matutava, como de hábito, ao andar ao rés da arrebentação de Camburi a Camburizinho e vice-versa.

Longe de mim pretender, como um Stephen Dedalus tupi, ler as assinaturas de todas as coisas, como se eu pudesse flanar por Camburi como pela praia de Dublin eternizada por Joyce.

Acachapado ora por minha pequeneza, perto nem digo da imensidão do oceano mas de um grão de areia fina, ora por minha inutilidade para o capitalismo apregoado por Steven Pinker, em nossa era como novo Iluminismo — diante do qual me sinto uma fraude inofensiva.

*

Destilava ainda, quem sabe, certo desprazer com a Bienal, onde estivera, e a um tempo o prazer com a levada ligeira de Anjos tronchos, cujos versos-chave citei e recito: “Agora a minha história é um denso algoritmo/ Que vende venda a vendedores reais,/ Neurônios meus ganharam novo outro ritmo/ E mais e mais e mais e mais e mais”.

Caê pode até vender, e vende muito bem!

Já para as palavras tronchas da JU não há saída.

*

Como um Raul Seixas temporão, confesso que às vezes acho praia, carro, notícia, tobogã, algoritmo, tudo isso um saco.

O que não me impede de valorar e ver utilidade, salvação e até beleza nas coisas novas, como num aparelho de ressonância magnética.

*

Rauzito, coitado, se iludia à época, os anos 1970, na sua brilhante Ouro de tolo, e a nós todos, seus fãs.

Tinha, roqueiro sob a influência de Elvis, a cuca cheia de contracultura e conexões lisérgicas com o além, portas abertas pelo amigo e parceiro Paulo Coelho.

Hoje, sei que ouro é ouro e tolo é tolo. E o Coelho, entre suas mansões de Paris e Genebra, sabe muito, muito mais. Isso é que é alquimia.

*

Conheço ouro até como técnico químico que fui pelo Cefet, essa coisa do peso específico, do número atômico e tal, e formulei em laboratório água régia, único solvente do nobre metal.

Mas conheço a tolice de olhar o espelho.

*

Posso ainda menos, como o imenso Rauzito, me confessar abestalhado, e bramir, escandido às sílabas com sotaque baiano, “que estou de-cep-cio-na-do”.

É que no cume calmo do meu olho que vê assenta a sombra sonora do foguete de Jeff Bezos, aquela trozoba apocalíptica.

*

É o que dá fazer 60 anos e deixar-se banhar nas águas frias de um ceticismo bem-informado, digo sem modéstia.

*

Um sexagenário descolocado é virtualmente inconcebível para um “nativo digital”, a vibrar com o tempo, a navegar na vida de vento em popa, infenso a tudo que não corta como o mais genuíno entusiasmo, como a mais feérica esperança. 

*

Vivemos mais, revolucionariamente muito mais. Mas desconfio que o velho de hoje tem uma velhice mais trágica (ou tragicômica) que o velho que vivia menos, décadas de menos.

Penso assim toda vez que vejo como destaques em portais como O Globo, uma reportagem-cabeça sobre o debate cultural quanto a versões atualizadas e politicamente corretas do desenho He-Man; ou quando deparo naquele ex-caderno de ex-cultura textos de capa vendidos para imbecis congênitos e irreversíveis.

*

Achei bom estrear no embarque prioritário da Latam. Justíssimo. Um idoso precisa ser poupado daqueles frêmitos de ansiedades mordentes.

*

Desço em Confins e volto ao Belo como quem regressa à roça. Dá para sentir o cheiro de um cigarrinho de palha no ar; por pouco não mando arrear uma mulinha preta para ir me abastecer de quitandas no Mercado Central.

*

O Parque Municipal segue fechado; o prefeito trabalha para ser governador; o governador para seguir no cargo.

*

E o mar, e o mar? Lonjuras!

*

Perdão, leitora e leitor, se este redator lhe pareceu deselegante nos últimos tempos ao tratar, talvez agressivamente, dessa história de doação. Eu próprio a deselegância não perdôo em mim.

Hela-hô-hôôô… helahô-Hôôôô Yat-lô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô… Ghi — …?


Jurupoca_91 – 24 a 30/09 de 2021
Hebdomadário de cultura, ideias e
alguma lenga-lenga sobre a desordem do mundo


 (Fotos do alto): Cortes da praia de Camburi, São Sebastião, em São Paulo, do celular do autor  


| SEMIBREVES |

Fato cultural relevante

Voo cego, na voz de Chico Buarque, paira uma oitava acima neste Aldir Blanc inéditas (Biscoito Fino), álbum de achados do letrista revelados pela companheira enviuvada, Mary Lúcia de Sá Freire. Blanc (1946 – 2020), tomou o macabro bonde da covid-19, aos 75 anos. Produzido por Jorge Helder, arranjado por Cristóvão Bastos, o cesto de novas canções revela parcerias raras ou novas e outras bem-marcadas na trajetória de Blanc, com um elenco estelar da MPB entre os intérpretes: Maria Bethânia, Dori Caymmi, Joyce, Leila Pinheiro e Sueli Costa, sendo os mais cotados. Na comissão de frente, o samba Agora sou da diretoria não desonra sua exitosa e longa parceria com João Bosco. Mas na nova história que o álbum conta sobre o poetar do grande letrista, Voo cego (com Leandro Braga) é o capítulo mais elevado. Uma bela melodia encontra palavras justas, e reza-se a receita da grande canção. A caneta do compositor se deteve num tema que remete a Eu te amo, de Chico Buarque e Tom Jobim, só que em outro registro lírico. Se Chico e Tom cantaram o conto de um casal engolfado no absurdo da separação de vidas entranhadas, aqui, em tom simbolista, fala-se da “bruma consentida dos casais” e do reacender (assimétrico) da carne em meio às frentes frias que o tempo traz.

Voo cego (Leandro Braga/Aldir Blanc)o

Quando o fogo do meu corpo foi virando
A bruma consentida entre os casais
Pombas neuróticas se ergueram em bando
Partindo feito velas do meu cais
 
Então eu fui silêncio falso e brando
Nenhuma ave em mim e em meu marido
As pombas foram aos pares procurando
Onde o desejo havia se perdido
 
Mas súbito crispou-se um dos meus seios
Um homem novo abriu meus devaneios
Gerando um grito longo e surpreendido
Um pássaro galante e proibido
Tentou o voo em busca de seu par
Mas tonto de prazer caiu no mar
 
Voz: Chico Buarque | Arranjo e piano: Cristóvão Bastos | Baixo acústico: Jorge Helder | Cello: Jaques Morelenbaum

Cantar

Ayrton Montarroyos é um jovem de coragem e um cantor primoroso, mesmo impressionante, talvez a mais proeminente voz masculina atual, embora seja justo lembrar nomes como Moyseis Marques e Criolo, que me ocorrem. De coragem, sim, por dedicar-se à especialidade da MPB, considerada agora apenas mais um “gênero” no cipoal rítmico de barbaridades descerebradas e outras diversidades. Gravado e bem-divulgado pela Biscoito Fino, Montarroyos chega, em álbum, ao repertório de Tom Jobim, depois de interpretar obras de Dona Ivone Lara, Lupicínio Rodrigues e Caetano Veloso.


“Pura ótica”

Morandi: Natureza morta, 1964 – Wikiart.org

Se posso dizer algo sobre meu fascínio pelo pintor italiano Giorgio Morandi (1890-1964) é que seus quadros jamais me convidaram a pensar no que “o artista pretendeu expressar”. Encontro um comentário justamente acerca disso, num escolado artigo de Enrique Andrés Ruiz no El País, a propósito da mostra corrente na Fundação Mapfre — atrativo que fere minhas saudades de Madri (ano que vem as obras visitarão Barcelona). Ruiz começa por dizer que o italiano representa para muitos artistas espanhóis um modelo de “singularidade e liberdade admirável”. “Tudo em Morandi”, diz o crítico, “é artificial”. “Nada se justifica na representação de uma realidade externa. Nada é, nesse sentido, literário. Tudo se amolda ao puro fato visual, à sua neutralidade estritamente física. Morandi é pura ótica. Abstração.” Também me pareceu tranquilo concordar que em sua família de influências figuram Cézanne, Vermeer, Chardin e Corot. Morandi, além do mais, é um colírio para olhos cansados de tanta arte discursiva.


McBride x Big Farma

O advogado Billy McBride (Billy Bob Thornton) enfrenta a indústria do opioide, a Big Farma norte-americana, nesta quarta e última temporada de Goliath, na Amazon Prime. A série, exceto pelo desempenho de Thornton, passa longe dos épicos modernos do gênero, Sopranos etc., mas contenta quem aprecia batalhas judiciais contra a vilania de plantão e o emaranhado da trama policial. Essa despedida revive McBride, depois de o personagem, alcoólatra desiludido e solitário, ter sido alvejado no peito na última cena da entrega anterior. Podíamos passar sem as inovações da produção. Os pesadelos de McBride entre a vida e a morte numa estação de trem de faroeste, ou as aberturas engraçadinhas de comerciais de analgésico são apenas cansativos. Mas Goliath já é alguma peça de resistência no interminável festival de consomês servidos pelo streaming nos últimos anos.


Sopão dinamarquês

Se você é um adicto exigente de séries policiais, e aprecia a artesania cinematográfica do noir norte-europeu, não perca tempo com a dinamarquesa O homem das castanhas, produção da Netflix baseada em romance Soren Sveistrup, criador da ótima The killing, que também é ótima na versão norte-americana, gravada em Seattle. Abusaram dos piores clichês do gênero com essas castanhas. A cada sequência previsível somos assaltados pelo tédio, além da frustração de ver um bom elenco e bons recursos técnicos desperdiçados em roteiros pobres e por uma direção disposta a tudo para agradar o público que se contenta com o horror da carnificina.


A despedida de Craig

O adeus de Daniel Craig como James Bond em 007 — Sem tempo para morrer,  25º filme da franquia, é carregado de uma atmosfera sombria e emocional, diz o rodado crítico do Times, A.O. Scott. “A mortalidade paira sobre as piadas e perseguições de carro — não apenas a matança esperada de asseclas anônimos, mas uma nuvem negra de tristeza, perda e cansaço”, comenta. Miss Billie Eilish, citada misteriosamente por Caetano na última linha da última estrofe de Anjos tronchos, é a dedicada intérprete da música-tema. Sergio Macedo comenta o filme na Folha, e Luiz Carlos Merten, no Estadão, tece loas ao longa.


Encantatório

Dificilmente o escalam nos selecionados de nossa poesia e prosa, uma injustiça. Murilo Mendes (1901-1975) representa a mais alta expressão de uma e outra forma literária. É um cracaço. Agora mesmo regresso à Idade do serrote, suas memórias pontuais de infância e adolescência em uma Juiz de Fora plena de mundo, por filosófica, musical e literária. Seu texto delicado e preciso é, numa palavra, encantatório, em duas, universal e perene. E não largo As metamorfoses, poemas. Por quê? Ora, para reter por uns instantes essas mencionadas riquezas, e me embelezar um pouco com nossa língua. Isso, do encantatório, ocorre com frequência na leitura. A atriz dinamarquesa do cinema mudo Asta Nilsen “contribuiu muito para estabelecer entre mim e a banalidade cotidiana uma larga faixa defensiva”, diz o autor, ao retomar sua adolescência repleta de uma sétima arte ainda em fraldas:

“Frequentar o cinema queria dizer: afrontar uma realidade nova, entre riso e drama (naquele tempo havia uma grande produção de fitas cômicas), depois cotejar as duas faces da vida, a corrente e a insólita. Alguns anos mais tarde comecei claramente a perceber que o cinema integrava-se na vida, fazia parte dela; soube então que a realidade é inumerável. Desgraçados dos que admitem só algumas parcelas da realidade.”

Murilo Mendes: A idade do serrote. Companhia das Letras. Edição para e-book

Quanto à poesia, creio que este O círculo fatal me alicerça nesta semínima:

A noite moça
Descobre os pés azuis.
 
Pela alameda do vento
Surgiram formas de bronze.
 
A fome a galope caminha,
Sonhos erram procurando
Desesperadamente cabeças.
 
Estrelas cerram fileiras
Em torno do busto de Altair.
 
As asas do ouvido fremem:
 
O caos adivinha
Núpcias de guerra.
Mundo grandioso miserável.
 
Murilo Mendes: As metamorfoses, Record, 2001, p. 98. 

E reforço a nota com Duas mulheres:

Duas mulheres na sombra
Decifram o alfabeto oculto,
Ouvem o contraste das ondas,
Consultam os deuses de pedra.
 
Dançam à roda, murmuram,
Decifram o enigma das sombras,
Uma triste, outra morena,
Ambas são ágeis e esbeltas,
Vestem roupagens de nuvens,
Segredam amores eternos,
Tocam súbito a corneta
Para despertar os peixes.
 
Duas mulheres na sombra
Encarnando lua e árvore
Decifram o alfabeto oculto.
 
Murilo Mendes: As metamorfoses, Record, 2001, p. 78.

Resenha clássicas

“As más notícias primeiro. Suave é a noite é uma decepção”, anunciava certo J. Donald Adam, sobre o romance F. Scott Fitzgerald. Era abril de 1934. A náusea, de Jean-Paul Sartre, “pertence a este tipo de escritura de aparência muito tensa mas na verdade muito solta, popularizada por muitos resenhistas de segunda categoria”, pontificava Vladimir Nabokov numa edição publicada também num mês de abril, em 1949. É engraçado e revelador reler o enfoque, tantas vezes míope, de críticos, tantas vezes impiedosos, a quem coube avaliar, no lançamento, obras mais tarde reverenciadas. 


Autoconsciência

O que chamamos de “autoconsciência” do que fomos, somos e fazemos só tem sentido enquanto narrativas; em nada reflete o processo cerebral (inalcançável) de onde provêm nossas autojustificativas, diz David Brooks no New York Times (recomendado pelo doutor P.J., que é do ramo, além de leitor contribuinte da JU). Brooks elogia o livro The sciense of storytelling (A ciência da narrativa) de Will Stoor. Nesta citação de Stoor vai a chave do que o colunista discute em seu texto, auxiliado por vários especialistas da moderna psicologia ouvidos por ele na coluna: “Nós não sabemos por que fazemos o que fazemos, ou sentimos o que sentimos. Nós fabulamos ao teorizar sobre por que estamos deprimidos, fabulamos ao justificar nossas convicções morais e fabulamos ao explicar por que uma peça musical nos comove”. Brooks destaca no final, diante das apontadas sujeições biológicas da psiquê, a importância da humildade na vida, e de sermos capazes de contar histórias bem refletidas e acuradas sobre nós próprios.


Nem ideia

No El País Brasil, o neurologista Facundo Manes, indagado pela repórter Jessica Mouzo sobre a fronteira atual do saber neurocientífico, diz na lata: “A consciência, o entendimento de como os circuitos neuronais dão lugar a este sentimento íntimo, privado, pessoal e subjetivo que você e eu estamos sentindo. Não temos nem ideia de como isso funciona.”


Você poderia contribuir com a Jurupoca? Veja como fazer uma doação clicando aqui.


A volta de Trump

“Vejo Trump ganhando [em 2024]. Trump voltará. As pessoas não querem confrontá-lo, mas isto está indo tão mal que [ele] conseguirá a indicação e voltará”, vaticina o historiador Niall Ferguson, acadêmico da Universidade Stanford. Martin Woolf, comentarista-chefe do Financial Times, traduzido pela Folha, bate na mesma tecla, e antecipa a possível morte da democracia norte-americana. “Hoje, a transformação de uma república democrática em autocracia já avançou bastante. Em 2024, o processo pode se tornar irreversível. Se isso de fato acontecer, tudo mudará no planeta”. Guga Chacra, no Globo, aponta os alertas de outros analistas respeitados nessa mesma direção, diante da perda de popularidade de Joe Biden. Guta Cita Robert Kagan, no Washington Post: os “EUA rumam para a sua mais grave crise constitucional desde a Guerra Civil, com uma chance razoável de incidentes de violência em massa, quebra da autoridade federal e divisão do país entre enclaves vermelhos (republicanos) e azuis (democrata)”.


Applebaum

Anne Applebaum deu uma entrevista a Fernando Canzian pautada, como sempre que ela se manifesta, por inteligência e equilíbrio. Canzian não fez ao leitor a gentileza de dizer que o livro da jornalista e historiadora (vencedor do prêmio Pulitzer por Gulag: Uma história, lançado pela Ediouro em 2004), que ele cita pelo título em inglês, está disponível no Brasil há algum tempo: O crepúsculo da democracia, publicado pela Record,  comentado pela JU em maio deste ano. Applebaum, indagada sobre a burrice reinante no governo brasileiro, se diverte ao dizer que não ficamos muito atrás da Polônia no quesito, mas chama atenção para o grande preparo de quem trabalha nas campanhas de extremistas como os da laia local. É uma gente profundamente versada na fragilidade da mídia com a internet, e na influência das redes sociais para formar a opinião dos eleitores.

Obrigado por ler a Jurupoca!


Clique aqui para receber a newsletter semanal da JU.


Encontre nesta página os  links de todas as edições da carta.


Ouça no Spotify a playlist (sempre atualizada) Estação Siutônio: 1001 canções brasileiras.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s