Sobre Livro de Viagem

O jornal dedica-se à crônica de viagem e à poesia.

Inventário

Poemeto conformado ao Instagram, nos sentidos de formato e resignação que a palavra abriga.

Como se sabe, 99,999% do que essa rede comporta no gênero são versos amorosos do recitativo “batatinha quando nasce…” ou suspiros solitários xaroposos com apelos a um tempo de autocompaixão e autoajuda.

Tento explorar outras janelas, abertas à poesia propriamente, ouso humildemente dizer, e a outras atividades que me estimulam a ler e criar. O #NãoTemRegistro é uma delas.

O perfil @asiuves reúne poemas ou trechos do poemas do “Moral das Horas” (Manduruvá, 2013), minha primeira coletânea, a exemplo da imagem destacada, e do “21 Poemas“, exclusiva deste sítio, como outras duas ou três iniciativas que não prosperaram ou que ainda, quem sabe, posso retomar.

Sou um aprendiz em seus primeiros passos no “Insta” (do FB desisti há tempos, por total incompetência para pegar o jeito da coisa). Não tenho cem peças publicadas.

Sinto prazer em trabalhar ou me divertir com as possibilidades do quadrado (1080 x 1080 pixels) que a rede determina, ao explorar formas e cores, fontes, fundos e os adesivos que o programa online Fotor dispõe.

#NãoTemRegistro #6

Da série pensada e conformada ao Instagram @asiuves.

De volta ao nonsense

Meu primeiro e único poema nonsense fora “Un deux trois”, de longa data.

Agora algo novo, conformado aos novos tempos e ao Instagram.

Talvez seja o começo de uma série, a que batizo #não tem registro.

A hashtag acende uma vela à memória do matreiro robô (“sua lata de sardinha enferrujada?”, batia-lhe o bordão do Dr. Smith) do seriado americano “Perdidos no Espaço”, manancial de imaginação de minha infância.

Le dur désir de durer

“Le dur désir de durer” (Éluard):
A usina que te cria e guia
— uni-duni-tê, salamê minguê —
Te faz desejar, à luz da eternidade,
— um sorvete colorê — permanecer,
Depois de dormir, dormir, nada mais
— o escolhido foi você.