Grogotó

Daqui a pouco virão o sol, as uvas e o vinho. Nem é preciso crer nisso. Nem é preciso crer na sede e na alegria. Não é preciso crer. Exceto se a dúvida te divide. Aí grogotó: pobre de ti, Quando precisas crer, Quando queres crer, Já não podes, Não podes descrer. Anúncios

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Novos #NãoTemRegistro

Novos poemetos da série para o Instagram @asiuves, inspirados em Augusto dos Anjos*, este poeta que deveria estar nascendo hoje. (*) “Eu, filho do carbono e do amoníaco,/ Monstro de escuridão e rutilância,/ Sofro, desde a epigênesis da infância, / A influência má dos signos do zodíaco.”Primeiros versos do soneto de Augusto dos Anjos “Psicologia de […]

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Inventário

Poemeto conformado ao Instagram, nos sentidos de formato e resignação que a palavra abriga. Como se sabe, 99,999% do que essa rede comporta no gênero são versos amorosos do recitativo “batatinha quando nasce…” ou suspiros solitários xaroposos com apelos a um tempo de autocompaixão e autoajuda. Tento explorar outras janelas, abertas à poesia propriamente, ouso […]

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De volta ao nonsense

Meu primeiro e único poema nonsense fora “Un deux trois”, de longa data. Agora algo novo, conformado aos novos tempos e ao Instagram. Talvez seja o começo de uma série, a que batizo #não tem registro. A hashtag acende uma vela à memória do matreiro robô (“sua lata de sardinha enferrujada?”, batia-lhe o bordão do […]

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