Categoria: poemas

A hora grávida

Abri o ventre da hora, e nada.Por o abrir, adivinhava o vazio:A hora que frutifica já frutificou.Então, salvava o silêncio infértilE os encontros vãos. Era a horaTrabalhada, mais que memória: O pulso da lucidez na carne.Sem nova florada, intoxicadosDe desesperança, caminhamos.