Tag: Augusto de Campos

Tudo que é sórdido fica no ar

Tome, doutor, essa tesoura, e corte esta singularíssima publicação. O convite é da Ju#36 à leitora e ao leitor, depois de recitar Augusto dos Anjos. Estranhamente, a carta pede a colaboração pecuniária do leitor, pois vive à míngua, mas confessa isso em registro nonsense. A edição invocou com o Caveirão e seu discurso em Belém sobre a panaceia chamada hidroxicloroquina (“sou a prova viva etc…”). Sim, ele é a prova viva disso e mais! Inclusive de que o crime recompensa, ou de que tudo que é sórdido permanece no ar. A Ju também invocou feio com a antropóloga Ângela Alonso e sua arenga sobre o Caveirão e Caetano Veloso se encontrarem em “paralelas históricas”. Mas achou o maior barato o artigo do professor da UFBA Wilson Gomes na “Folha” colocando pingos nos iis no debate sobre o filme de Beyoncé e a cultura do cancelamento. A propósito disso, a Ju chamou às falas o jornalista Paulo Roberto Pires, que se arvora a guru de lacradores. O Intervalo traz Nara Leão em “Fez Bobagem”, um diamante astral. O disco da italiana Barbara Casini “Viva eu – As canções brasileiras de Novelli” é mais que um disco, é um discaço A Ju ainda lembra que o ex-caderno de ex-cultura da “Folha” não deu uma linha sobre o disco de Barbara. A MPB parece ter sido banida da “Ilustrada”, mas Jup do Bairro e Linn da Quebrada não têm do que reclamar. Isso para início de conversa! Ora, vamos apear!