Tag: Caderno de ex-cultura da Folha

Perdidos no espaço analógico

A nova edição da Jurupoca começa com a história de uma cartinha analógica que perseguia um “buraco de minhoca” para chegar ao mundo digital. Segue com a tentativa de um alien de regressar ao Facebook e esta sensacional e imperativa descoberta do ex-caderno de ex-cultura da “Folha”: “Saiba como o Insta está mudando o mundo para melhor”. No Intervalo, a versão irresistível de Paula Toller para “E o mundo não se acabou”, clássico samba-choro de Assis Valente. Isso pra começo de conversa, ou quase. A Ju emagreceu sem nenhum regime além das circunstâncias. Opa! Vamos apear? Ora, vamos!

Esse coqueiro que dá coco

A Disney da Erva milongueira não é uma Christiania, o parque temático hippie de Copenhague, mas não importa. Vai levar da ‘sativa’ ou da ‘indica’? Que tal?: “Criança, fui testado positivo para certa cepa de romantismo, da qual a vacina do realismo, que nunca será cem por cento eficaz, não me livrou plenamente, já ao descer a serra. Esta Jurupoca é sintoma disso, parte do quadro.” Essa lamúria abre a Ju#38, no Livro de Viagem. Já ouviu falar em “urbanismo feminista”, “cidades fálicas” e, vá lá, “cidades vulvares”? Não? A Ju, já. E das notícias imperativas do ex-caderno de ex-cultura da “Folha”? A Ju, já. E no alemão Fritz Haber, químico genial cujas invenções foram decisivas tanto para a sobrevivência da espécie, graças aos fertilizantes, como para a produção do gás Zyklon B, usado nos campos de extermínio nazis? A Ju, já. Gonzaguinha “Com a perna no mundo” ainda está por aí, para nos salvar da tristeza. Isso para começo de conversa. Ora, vamos apear!

De camisa amarela

Um soneto de Drummond e um poemeto dedicado à obra de Amílcar de Castro abrem a Ju#37: “De camisa amarela”. O título remete à história da canção de Ary Barroso, interpretada divinamente por Rosa Passos, Caetano, Nara, Gal e pelo próprio Ary. A edição recomenda o livro “O Naufrágio das civilizações”, de Amin Maalouf, e comenta entrevistas de Juan Arnau, Miguel Nicolelis, Fernando Savater — para quem o melhor amigo do homem é o bode, o bode expiatório, e não o cão —, além de um perfil de Lorenzo Mammi. A Jurupoca não perdoou o cardeal dom Walmor por sua postura no episódio da interrupção da gravidez da criança capixaba. O arcebispo quase chega ao nível de Sara Virgulina nessa história triste. A Ju não descurou do ex-caderno de ex-cultura da “Folha”, sua obsessão. Parcerias de Arthur e Livia Nestrovski e de Leila Pinheiro e o grupo Seis com Casca ganharam animados aplausos da carta. Isso para início de conversa! Ora, vamos apear!