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Matou a ‘família Globonews’ e foi ao cinema

A Ju#47 se revela uma influenciadora digital de mão cheia, mas não influencia ninguém. A cartinha do Siúves é uma loser, mora, disse Mr. Orange Agent. A cobertura das emissoras Globo das eleições nos EUA foi a maior do milênio e esse é um dos temas quentes desta edição. Outro é o próprio fenômeno da besta quadrada laranja. Quem a pariu? Não se sabe bem. Os incas venusianos são um dos prováveis progenitores. Sim, estamos todos apaixonados pela Kamala, não tanto perdidamente quanto a “família Globonews”, é verdade. A Ju descobriu que as sete antigas e belas artes já eram. Agora são mais de 30, segundo ex-cadernos de ex-cultura. Extra: a mão que balança a coleira. E mais: o Dog TV é o melhor canal da NET; picolé de chuchu e outros sabores; The Undoing e Praia dos Ossos, além do P.S., do poema, do Rothko, da Bibi e coisa e tal. Ora, vamos apear!

Um papo “transante” com Caetano Veloso, ou como não entrevistar um ídolo

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Caetano Veloso é um doce de entrevistado, eu pude ver nas vezes que conversei com ele como repórter dos jornais Hoje em Dia e O Tempo. É capaz de abordar qualquer assunto e adora uma provocação. Todo mundo sabe disso.

Todo mundo também sabe que a Ilustrada, o caderno cultural da Folha de S.Paulo, na última década ou mais anda como a mendigar o prestígio que tivera, a erguer o chapéu para os cliques da onda homogênea das redes sociais, mas só faz afundar, dia após dia, na areia movediça da falta de caráter editorial.

O JS deteve-se em alguns pontos culminantes dessa trajetória engolfante, como a capa dedicada a fritar Noel Rosa, Caymmi e Valesca Popozuda na mesma frigideira da “cultura do estupro”. The horror.

Agora, publica com o igual estrondo uma entrevista de Caetano a Anna Virginia Balloussier, que lhe levanta a bola em todas as perguntas, como fã incapaz de propor uma perguntinha que seja que tenha cheiro de autêntico e irrevelado. Caetano corta como sabe e pode e a moça quer, inclusive no título idiota já colocado na pergunta: “Avesso à polarização simplificadora, Caetano elogia a direita transante”.

A menina Ballousier poderia ter ser esforçado para ler a coluna de Demétrio Magnoli com uma crítica precisa como bisturi de neurocirurgião às ideias de seu ídolo, e dali tirar uma questão decente com teor para capa de jornal de grande circulação. O próprio Caetano se refere ao texto de Magnoli no papo de aranha “transante” com a entrevistadora, assim como quem sorve uma água de coco na praia. Anna Virginia, com tantas letras dobradas no nome, claro, não entende nada!, e come a mosca com gosto de bombom.