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As bundas mais sublimes

Ontem saiu uma nova edição da carta, a Ju#46. Mas, ali pelo meio do ano, as bundas mais sublimes dos museus mobilizaram o Twitter, e a Jurupoca não se furtou em discretamente eleger suas preferidas. A Ju#33, a propósito, abriu com os “Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena”, de Jorge de Sena. O missivista voltou, afetivamente, à Fazenda Cachoeira, onde aprendeu a apear. A carta recomendou o livro de Patrícia Campos Mello, “Maquinações do ódio”, tascou o “editor geral da nação”, ou seja, o ministro do STF que sabia javanês, enalteceu Renata Lo Prete, lembrou a entrevista de William Faulkner em que o escritor americano diz que o melhor emprego do mundo é o de “zelador de zona”, e acendeu uma vela para o escritor Manoel Lobato, levado pelo Corona aos 94 anos. No Intervalo, a Ju trouxe “Pavor dos Paraísos”, canção febril de Fagner e Capinam, e ainda “revelou” duas cantoras: Ala.ni e Maria Marcella. Isso para começo de conversa. Ora, vamos apear!

Viver e ser feliz, quem pode?

Wilde

Ponho o quadrado aqui, roubado do “La Repubblica” no Feis, só pelo prazer de voltar um instante ao italiano, a língua falada no paraíso, como prova Dante Alighieri, mas idioma oficial também do inferno e purgatório.

A frase de Oscar Wilde, que todo mundo conhece e até neste jornal já saiu, fica assim em português, em uma tradução livre: “Para ser feliz é preciso viver.  Mas viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”

Já para Vinicius de Moraes, “é melhor viver do que ser feliz”, como diz o verso de “Só me Fez Bem”, música dele e Edu Lobo.

E o próprio Wilde disse: “A vida é uma coisa muito importante para ser discutida a sério”.